Laboratório rendia dois milhões de euros por ano

Publicado por Elle-S-Di em Out 28, 2010, em Sem categoria

 

O bando que torturou um escocês no Algarve tinha um laboratório de ‘cannabis’, agora desmantelado pela PJ. Era o maior da Europa.

O grupo de quatro ingleses que foi detido no Algarve pelo rapto e tortura do escocês James Ross possuía um laboratório sofisticado de cannabis em Sarilhos Grandes, Montijo. O laboratório, desmantelado pela Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da PJ, era o maior do género na Europa. O negócio rendia ao bando dois milhões de euros por ano, o equivalente a mais de 200 mil euros por mês.

O único dos quatro ingleses detidos no Algarve pela PJ que saiu em liberdade regressou ontem ao picadeiro de Pinhal do Monte, em Sarilhos Grandes, onde antes se encontrava o laboratório. Foi à hora de almoço ao local tentar recuperar um pónei, mas o animal já tinha sido apreendido pela GNR. “Meteu-se no carro e desapareceu”, contou ao DN Américo Balseiro, um produtor de coelhos que durante ano e meio viveu paredes meias com o maior laboratório de cannabis alguma vez desmantelado na Europa, sem dar por isso. Só na passada semana quando a PJ entrou pela propriedade dentro, Américo concluiu que “de alguma coisa eles tinham de viver”, recordando que durante todo este tempo apenas os viu “trabalhar com uma pá”, que ele próprio lhes emprestou.

No picadeiro, o grupo alegadamente liderado por John MacLean e composto por cadastrados perigosos (ver caixa), plantava cannabis em copos de plástico, que depois transformava numa droga de alta qualidade designada por super skunk. A produção era feita através de um sistema avançado, à base de condicionadores de ar e irrigação, que funcionavam 24 horas e faziam disparar regularmente o quadro eléctrico, situado junto à casa de Américo. “Diziam que era a máquina de lavar roupa. Mal sabia eu. Depois lá puxaram um cabo e coisa melhorou um bocadinho”, relata o morador, que apenas se questionava sobre o “que seria aquele fumo negro” que regularmente saía da chaminé.

Do Montijo, a cannabis era distribuída “sobretudo para o Reino Unido”, como adiantou ontem ao DN o director da UNCT, Luís Neves. O laboratório já estava instalado no Montijo há alguns meses.

James Ross, o homem que foi torturado no Algarve pelo bando, e que perdeu uma orelha e vários dedos, faria parte da rede como vendedor do estupefaciente. Segundo fonte policial, o problema é que terá começado a “exagerar na margem de lucro”, levando a rede a convocá-lo para uma reunião no Algarve, onde foi torturado quase até à morte. A tortura foi para “servir de exemplo”, sendo que havia também uma “questão pessoal” que levou a essa vingança, adiantou Luís Neves.

O grupo inglês manteve o portão principal da propriedade em Sarilhos Grandes sempre fechado a cadeado. Construiu também um muro que impedia a visibilidade sobre o acesso entre o laboratório e o local onde paravam as viaturas para carregar a mercadoria.

Antes de chegar às mãos desta rede, a propriedade foi explorada por uma empresa de gesso (Beiragessos) que viria a falir. Segundo o director da UNCT, não havia colaboradores portugueses nesta rede de produção e tráfico de droga.

por ROBERTO DORES, RUTE COELHO e MIGUEL FERREIRA  in Diário de Notícias

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Canábis autorizada para tratar esclerose múltipla

Publicado por Elle-S-Di em Out 19, 2010, em Sem categoria

 

As autoridades de saúde espanholas aprovaram esta quarta-feira a comercialização de um novo medicamento para a esclerose múltipla, denominada Sativex, que tem como principal componente um derivado de cannabis.

A chegada do fármaco às farmácias espanholas não ocorrerá antes do quarto trimestre de 2010 e será somente distribuído sob receita médica para doentes com sintomas de espasticidade (rigidez muscular) moderada ou grave.

“Este spray não será destinado a todos os doentes da doença, mas sim destinado principalmente aqueles que não consigam aliviar a espasticidade com outros medicamentos”, adiantou Pedro Carrascal, director executivo da Federação Espanhola para a Luta contra a Esclerose Múltipla.

Segundo o director, esta medida vai potenciar e melhorar a qualidade de vida dos doentes. A venda do fármaco poderá ser alargada a outros países como Alemanha e Itália.

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa crónica que afecta o sistema nervoso central, dificultando a comunicação do cérebro com o resto do corpo.

Fonte: Correio da Manhã

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Açores exporta cannabis para o mercado internacional

Publicado por Elle-S-Di em Out 19, 2010, em Sem categoria

  Há cannabis de alta qualidade exportada dos Açores para o mercado internacional: a erva é identificada desde a Holanda ao Japão.

Os preços da cannabis açoriana, no mercado internacional, são bastante elevados.
São Jorge, Pico e Terceira são as ilhas envolvidas no negócio ilegal desse tipo de droga.
O negócio de cannabis na Região começa a estar bem organizado e a prova disso é a crescente qualidade das plantações descobertas nas operações da Polícia.
Ainda há pouco tempo, havia plantas soltas, mas, hoje, são descobertas autênticas unidades de produção para o mercado: alguns micro-climas das ilhas estão na base da produção de cannabis de elevada qualidade e que é exportada para o mercado com alto valor financeiro.
A erva é conhecida da Holanda ao Japão: o preço vai de 1 a 3 euros, por grama, na produção e alcança o valor de 15 euros, por grama, na Holanda e 60 euros, no Japão – soube a Antena 1/Açores.
Ainda recentemente, na ilha Terceira, foi descoberta pelas autoridades, uma zona de estufas para a respectiva produção e secagem e nas ilhas do Pico e São Jorge, a Polícia descobriu plantações dessa droga, um negócio, obviamente, “ilegal, mas florescente e altamente lucrativo”.


Fonte: RTP

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Utilizações medicinais da cannabis

Publicado por Elle-S-Di em Out 19, 2010, em Sem categoria

 

Observações Gerais
Existem diferenças marcantes no conhecimento sobre o uso médico da cannabis e canabinóides em diferentes doenças. Para náuseas e vómitos associados a quimioterapia antineoplásica, anorexia e caquexia em HIV / AIDS, crônicas, especialmente a dor neuropática, espasticidade na esclerose múltipla e lesão medular há fortes evidências de benefícios médicos. Para muitas outras indicações, como a epilepsia, prurido e depressão há muito menos informação disponível. No entanto, as evidências científicas para uma indicação específica não reflectem necessariamente o verdadeiro potencial terapêutico para uma determinada doença.

Os estudos clínicos com canabinóides única ou preparações da planta inteira (fumado maconha, extrato de cannabis) foram muitas vezes inspirados por experiências positivas anedóticos de pacientes utilizando produtos brutos de cannabis. O anti-emético, o aumento do apetite, efeitos relaxantes, analgesia e o uso terapêutico na síndrome de Tourette foram todos descobertos dessa maneira.

Observações acidentais revelaram também efeitos terapêuticos úteis. Isso ocorreu em um estudo com pacientes com doença de Alzheimer em que a questão principal era um exame dos efeitos estimulantes do apetite de THC. Não só o apetite e o peso corporal aumentou, mas o comportamento perturbado entre os pacientes também diminuiu. A descoberta da diminuição da pressão intra-ocular com a administração de THC no início da década de 1970 também foi uma sorte.
Indicações adicionais interessantes que não foram investigadas cientificamente, mas que permanecem problemas comuns na medicina moderna pode beneficiar do tratamento com cannabis ou canabinóides. Por este motivo, os exames foram realizados questionando os indivíduos que usam cannabis terapêutica. Eles foram conduzidos tanto sob a forma de entrevistas orais não-padronizadas no curso das investigações de Estado ou de instituições científicas (House of Lords Select Committee on Science and Technology do Reino Unido, Instituto de Medicina nos E.U.A.) sobre o potencial terapêutico da cannabis ou como inquéritos anónimos através de questionários padrão.

Náuseas e vómitos
Tratamento dos efeitos secundários associados à terapia antineoplásica é onde o uso dos canabinóides tem sido mais documentado, com cerca de 40 estudos (THC, nabilona, análogos de THC, a cannabis). A maioria dos ensaios foram realizados na década de 1980. A dosagem do THC tem que ser relativamente alta, de modo que os efeitos secundários resultantes podem ocorrer comparativamente com frequência. O THC foi inferior à alta dose de metoclopramida num estudo. Não há comparações de THC para os antagonistas modernos da serotonina . Algumas investigações recentes têm demonstrado que o THC em baixas doses aumenta a eficácia de outros fármacos antieméticos se dado em conjunto. Na medicina popular os Canabinóides são populares e usados frequentemente em outras causas de náuseas, incluindo Sida e hepatite.

Anorexia e Caquexia
Um efeito de aumento de apetite é observada com doses diárias divididas, num total de 5 mg. Quando necessário, a dose diária pode ser aumentada para 20 mg. Num estudo de longo prazo de 94 pacientes com Sida, o efeito estimulante de apetite do THC continuou durante mêses, confirmando o aumento do apetite observado em um estudo mais curto de 6 semanas. O THC dobrou o apetite numa escala analógica visual, em comparação ao placebo. Os pacientes tendem a manter um peso corporal estável ao longo de sete meses. Uma influência positiva sobre o peso corporal foi também relatada em 15 pacientes com doença de Alzheimer, que anteriormente recusavam alimentos.

Espasticidade
Em muitos ensaios clínicos de THC, nabilone e cannabis, um efeito benéfico sobre a espasticidade causada por esclerose múltipla ou lesões da medula espinhal foram observados. Entre outros sintomas influenciados positivamente sublinha-se: dor, parestesia, tremor e ataxia. Em alguns estudos foi observado o melhoramento do controle da bexiga . Há também algumas evidências do benefício da cannabis na espasticidade devido a lesões do cérebro.

Desordem de Movimentos
Existem alguns relatos positivos anedótica da resposta terapêutica de cannabis na síndrome de Tourette, distonia e discinesia tardia. O uso da síndrome de Tourette é actualmente a ser investigada em estudos clínicos. Muitos pacientes alcançar uma melhoria modesta, porém mostram alguns uma resposta importante, ou mesmo o controle dos sintomas completa. Em alguns doentes com EM, ataxia e benefícios na redução do tremor foram observados após a administração de THC. Não obstante os relatos positivos, sem sucesso objectivo foi encontrado no parkinsonismo ou a doença de Huntington. No entanto, produtos de cannabis pode ser útil na discinesia induzida pela levodopa na doença de Parkinson, sem piorar os sintomas primários.

Dôr
Grandes estudos clínicos têm demonstrado propriedades analgésicas nos produtos de cannabis. Entre as possíveis indicações são dor neuropática devido à esclerose múltipla, lesão do plexo braquial e a infecção pelo HIV, dor na artrite reumatóide, dor oncológica, dor de cabeça, dores menstruais, inflamação intestinal crónica e neuralgias. A Combinação com opióides é possível.

Glaucoma
Em 1971, durante uma investigação sistemática dos seus efeitos em usuários saudáveis de cannabis, observou-se que a cannabis reduz a pressão intra-ocular. Nos 12 anos seguintes foram conduzidos uma série de estudos em indivíduos saudáveis e pacientes com glaucoma usando cannabis e diversos canabinóides naturais e sintéticos. A cannabis diminui a pressão intra-ocular em média 25-30%, ocasionalmente até 50%. Alguns canabinóides não-psicotrópicos e, em menor grau, alguns componentes não canabinóides da planta do cânhamo também diminuem a pressão intra-ocular.

Epilepsia
O uso na epilepsia é uma das prescrições historicamente mais antigas da cannabis. Experiências em animais fornecem evidências sobre os efeitos anti-epilépticos de alguns canabinóides. A actividade anti-convulsante da fenitoína e diazepam foram potencializadas pelo THC. De acordo com alguns relatórios de casos do século 20, alguns pacientes com epilepsia continuam a utilizar cannabis para controlar uma desordem de apreensão de outra forma incontrolável. O consumo de cannabis pode ocasionalmente precipitar convulsões.

Asma
Experimentos para verificar o efeito anti-asmáticos de THC ou Cannabis data principalmente da década de 1970, e estão todos em fase aguda. Os efeitos da cannabis cigarro (2% de THC) ou THC oral (15 mg), respectivamente, aproximadamente correspondem aos obtidos com doses terapêuticas de drogas comum broncodilatador (salbutamol e isoprenalina). Desde que a inalação de produtos de cannabis pode irritar as mucosas, a administração oral ou outro sistema de entrega alternativa seria preferível. Muito poucos pacientes desenvolveram broncocontrição após a inalação de THC.

Dependência e Retirada
De acordo com relatos históricos e modernos a cannabis é um bom remédio para facilitar a retirada na dependência de benzodiazepinas, opiáceos e álcool. Por esta razão, alguns se referiram a ela como uma droga da passagem de volta. Neste contexto, tanto a redução dos sintomas de privação física e stress relacionados com a interrupção no abuso de drogas pode ter um papel nos benefícios observados.

Sintomas psiquiátricos
Uma melhora do humor na depressão reactiva foi observada em vários estudos clínicos realizados com THC. Há relatos de casos suplementares reivindicando benefícios dos canabinóides em outros sintomas psiquiátricos e de doenças, como distúrbios do sono, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar e distimia. Vários autores expressaram pontos de vista diferentes sobre síndromes psiquiátricas e cannabis. Enquanto alguns enfatizam os problemas causados pela cannabis, outros promovem as possibilidades terapêuticas. É muito provável os produtos de cannabis serem benéficos ou prejudiciais, dependendo do caso em concreto. O médico e o paciente devem estar abertos a um exame crítico do assunto, e uma franqueza de ambas as possibilidades.

Doenças Auto-Imunes e Inflamação
Em um número de síndromes dolorosas secundários a processos inflamatórios (por exemplo, colite ulcerativa, artrite), produtos de cannabis podem actuar não apenas como analgésicos, mas também demonstrar o potencial anti-inflamatório. Por exemplo, alguns pacientes usando cannabis relatam uma diminuição na sua necessidade de anti-inflamatórios esteróides e não-esteróides . Além disso, existem alguns relatos de efeitos positivos da auto-medicação em condições alérgicas. É ainda incerto se os produtos de cannabis pode ter efeitos relevantes sobre os processos causadores de doenças auto-imunes.

Diversos, Síndromas Mistos
Há um número positivo de relatos de pacientes em condições médicas que não podem ser facilmente atribuídos às categorias acima, tais como prurido, soluço, ADS (síndrome de défice de atenção), pressão arterial elevada, zumbido, síndrome da fadiga crónica, síndrome de pernas inquietas, e outros . Várias centenas de indicações terapêuticas da cannabis e THC têm sido descritos por diferentes autores. Por exemplo, 2,5 a 5 mg de THC foram eficientes em três pacientes com prurido devido a doenças do fígado. Outro exemplo é o tratamento bem sucedido de um soluço crónico que se desenvolveu após uma cirurgia. Nenhuma medicação foi eficaz, mas o fumo de um cigarro de cannabis aboliu completamente os sintomas.
Produtos de cannabis mostram muitas vezes muito bons efeitos em doenças com múltiplos sintomas que englobava dentro do espectro de efeitos THC, por exemplo, em condições dolorosas que têm uma origem inflamatória (por exemplo, a artrite), ou são acompanhadas por aumento do tônus muscular (por exemplo, cólicas menstruais , lesão da medula espinhal), ou em doenças com náuseas e anorexia acompanhada de dor, ansiedade e depressão, a Sida, cancro, hepatite C.

Fonte: International Association for Cannabis as Medicine

Utilizações medicinais da cannabis

Observações Gerais
Existem diferenças marcantes no conhecimento sobre o uso médico da cannabis e canabinóides em diferentes doenças. Para náuseas e vómitos associados a quimioterapia antineoplásica, anorexia e caquexia em HIV / AIDS, crônicas, especialmente a dor neuropática, espasticidade na esclerose múltipla e lesão medular há fortes evidências de benefícios médicos. Para muitas outras indicações, como a epilepsia, prurido e depressão há muito menos informação disponível. No entanto, as evidências científicas para uma indicação específica não reflectem necessariamente o verdadeiro potencial terapêutico para uma determinada doença.

Os estudos clínicos com canabinóides única ou preparações da planta inteira (fumado maconha, extrato de cannabis) foram muitas vezes inspirados por experiências positivas anedóticos de pacientes utilizando produtos brutos de cannabis. O anti-emético, o aumento do apetite, efeitos relaxantes, analgesia e o uso terapêutico na síndrome de Tourette foram todos descobertos dessa maneira.

Observações acidentais revelaram também efeitos terapêuticos úteis. Isso ocorreu em um estudo com pacientes com doença de Alzheimer em que a questão principal era um exame dos efeitos estimulantes do apetite de THC. Não só o apetite e o peso corporal aumentou, mas o comportamento perturbado entre os pacientes também diminuiu. A descoberta da diminuição da pressão intra-ocular com a administração de THC no início da década de 1970 também foi uma sorte.
Indicações adicionais interessantes que não foram investigadas cientificamente, mas que permanecem problemas comuns na medicina moderna pode beneficiar do tratamento com cannabis ou canabinóides. Por este motivo, os exames foram realizados questionando os indivíduos que usam cannabis terapêutica. Eles foram conduzidos tanto sob a forma de entrevistas orais não-padronizadas no curso das investigações de Estado ou de instituições científicas (House of Lords Select Committee on Science and Technology do Reino Unido, Instituto de Medicina nos E.U.A.) sobre o potencial terapêutico da cannabis ou como inquéritos anónimos através de questionários padrão.

Náuseas e vómitos
Tratamento dos efeitos secundários associados à terapia antineoplásica é onde o uso dos canabinóides tem sido mais documentado, com cerca de 40 estudos (THC, nabilona, análogos de THC, a cannabis). A maioria dos ensaios foram realizados na década de 1980. A dosagem do THC tem que ser relativamente alta, de modo que os efeitos secundários resultantes podem ocorrer comparativamente com frequência. O THC foi inferior à alta dose de metoclopramida num estudo. Não há comparações de THC para os antagonistas modernos da serotonina . Algumas investigações recentes têm demonstrado que o THC em baixas doses aumenta a eficácia de outros fármacos antieméticos se dado em conjunto. Na medicina popular os Canabinóides são populares e usados frequentemente em outras causas de náuseas, incluindo Sida e hepatite.

Anorexia e Caquexia
Um efeito de aumento de apetite é observada com doses diárias divididas, num total de 5 mg. Quando necessário, a dose diária pode ser aumentada para 20 mg. Num estudo de longo prazo de 94 pacientes com Sida, o efeito estimulante de apetite do THC continuou durante mêses, confirmando o aumento do apetite observado em um estudo mais curto de 6 semanas. O THC dobrou o apetite numa escala analógica visual, em comparação ao placebo. Os pacientes tendem a manter um peso corporal estável ao longo de sete meses. Uma influência positiva sobre o peso corporal foi também relatada em 15 pacientes com doença de Alzheimer, que anteriormente recusavam alimentos.

Espasticidade
Em muitos ensaios clínicos de THC, nabilone e cannabis, um efeito benéfico sobre a espasticidade causada por esclerose múltipla ou lesões da medula espinhal foram observados. Entre outros sintomas influenciados positivamente sublinha-se: dor, parestesia, tremor e ataxia. Em alguns estudos foi observado o melhoramento do controle da bexiga . Há também algumas evidências do benefício da cannabis na espasticidade devido a lesões do cérebro.

Desordem de Movimentos
Existem alguns relatos positivos anedótica da resposta terapêutica de cannabis na síndrome de Tourette, distonia e discinesia tardia. O uso da síndrome de Tourette é actualmente a ser investigada em estudos clínicos. Muitos pacientes alcançar uma melhoria modesta, porém mostram alguns uma resposta importante, ou mesmo o controle dos sintomas completa. Em alguns doentes com EM, ataxia e benefícios na redução do tremor foram observados após a administração de THC. Não obstante os relatos positivos, sem sucesso objectivo foi encontrado no parkinsonismo ou a doença de Huntington. No entanto, produtos de cannabis pode ser útil na discinesia induzida pela levodopa na doença de Parkinson, sem piorar os sintomas primários.

Dôr
Grandes estudos clínicos têm demonstrado propriedades analgésicas nos produtos de cannabis. Entre as possíveis indicações são dor neuropática devido à esclerose múltipla, lesão do plexo braquial e a infecção pelo HIV, dor na artrite reumatóide, dor oncológica, dor de cabeça, dores menstruais, inflamação intestinal crónica e neuralgias. A Combinação com opióides é possível.

Glaucoma
Em 1971, durante uma investigação sistemática dos seus efeitos em usuários saudáveis de cannabis, observou-se que a cannabis reduz a pressão intra-ocular. Nos 12 anos seguintes foram conduzidos uma série de estudos em indivíduos saudáveis e pacientes com glaucoma usando cannabis e diversos canabinóides naturais e sintéticos. A cannabis diminui a pressão intra-ocular em média 25-30%, ocasionalmente até 50%. Alguns canabinóides não-psicotrópicos e, em menor grau, alguns componentes não canabinóides da planta do cânhamo também diminuem a pressão intra-ocular.

Epilepsia
O uso na epilepsia é uma das prescrições historicamente mais antigas da cannabis. Experiências em animais fornecem evidências sobre os efeitos anti-epilépticos de alguns canabinóides. A actividade anti-convulsante da fenitoína e diazepam foram potencializadas pelo THC. De acordo com alguns relatórios de casos do século 20, alguns pacientes com epilepsia continuam a utilizar cannabis para controlar uma desordem de apreensão de outra forma incontrolável. O consumo de cannabis pode ocasionalmente precipitar convulsões.

Asma
Experimentos para verificar o efeito anti-asmáticos de THC ou Cannabis data principalmente da década de 1970, e estão todos em fase aguda. Os efeitos da cannabis cigarro (2% de THC) ou THC oral (15 mg), respectivamente, aproximadamente correspondem aos obtidos com doses terapêuticas de drogas comum broncodilatador (salbutamol e isoprenalina). Desde que a inalação de produtos de cannabis pode irritar as mucosas, a administração oral ou outro sistema de entrega alternativa seria preferível. Muito poucos pacientes desenvolveram broncocontrição após a inalação de THC.

Dependência e Retirada
De acordo com relatos históricos e modernos a cannabis é um bom remédio para facilitar a retirada na dependência de benzodiazepinas, opiáceos e álcool. Por esta razão, alguns se referiram a ela como uma droga da passagem de volta. Neste contexto, tanto a redução dos sintomas de privação física e stress relacionados com a interrupção no abuso de drogas pode ter um papel nos benefícios observados.

Sintomas psiquiátricos
Uma melhora do humor na depressão reactiva foi observada em vários estudos clínicos realizados com THC. Há relatos de casos suplementares reivindicando benefícios dos canabinóides em outros sintomas psiquiátricos e de doenças, como distúrbios do sono, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar e distimia. Vários autores expressaram pontos de vista diferentes sobre síndromes psiquiátricas e cannabis. Enquanto alguns enfatizam os problemas causados pela cannabis, outros promovem as possibilidades terapêuticas. É muito provável os produtos de cannabis serem benéficos ou prejudiciais, dependendo do caso em concreto. O médico e o paciente devem estar abertos a um exame crítico do assunto, e uma franqueza de ambas as possibilidades.

Doenças Auto-Imunes e Inflamação
Em um número de síndromes dolorosas secundários a processos inflamatórios (por exemplo, colite ulcerativa, artrite), produtos de cannabis podem actuar não apenas como analgésicos, mas também demonstrar o potencial anti-inflamatório. Por exemplo, alguns pacientes usando cannabis relatam uma diminuição na sua necessidade de anti-inflamatórios esteróides e não-esteróides . Além disso, existem alguns relatos de efeitos positivos da auto-medicação em condições alérgicas. É ainda incerto se os produtos de cannabis pode ter efeitos relevantes sobre os processos causadores de doenças auto-imunes.

Diversos, Síndromas Mistos
Há um número positivo de relatos de pacientes em condições médicas que não podem ser facilmente atribuídos às categorias acima, tais como prurido, soluço, ADS (síndrome de défice de atenção), pressão arterial elevada, zumbido, síndrome da fadiga crónica, síndrome de pernas inquietas, e outros . Várias centenas de indicações terapêuticas da cannabis e THC têm sido descritos por diferentes autores. Por exemplo, 2,5 a 5 mg de THC foram eficientes em três pacientes com prurido devido a doenças do fígado. Outro exemplo é o tratamento bem sucedido de um soluço crónico que se desenvolveu após uma cirurgia. Nenhuma medicação foi eficaz, mas o fumo de um cigarro de cannabis aboliu completamente os sintomas.
Produtos de cannabis mostram muitas vezes muito bons efeitos em doenças com múltiplos sintomas que englobava dentro do espectro de efeitos THC, por exemplo, em condições dolorosas que têm uma origem inflamatória (por exemplo, a artrite), ou são acompanhadas por aumento do tônus muscular (por exemplo, cólicas menstruais , lesão da medula espinhal), ou em doenças com náuseas e anorexia acompanhada de dor, ansiedade e depressão, a Sida, cancro, hepatite C.

 

Fonte: International Association for Cannabis as Medicine

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Que Riscos tem a Cannabis?

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Sem categoria

 

Existe alguma controvérsia acerca da perigosidade da Cannabis. Afinal que riscos tem a Cannabis e até que ponto ela é perigosa? Se algumas opiniões dramatizam os seus riscos, não deixa de ser igualmente incorrecto ignorar a existência de riscos. Vejamos, caso acaso, o que se sabe.

Dependência? A Cannabis tem baixo potencial de dependência, não provocando
dependência física mas tendo algum potencial de dependência psicológica. Hoje em dia sabe-se que o potencial de adição a substâncias e hábitos varia muito de pessoa para pessoa.

Esquizofrenia? Em pessoas susceptíveis, a Cannabis pode contribuir para desencadear surtos de esquizofrenia e outras desordens psíquicas. Porém a relação não é directa, não sendo causa mas apenas mais um factor, o que depende muito da proporção THC/CBD, e ainda mais da pessoa.

Depressão? Um dos efeitos mais comuns da Cannabis é propiciar melhor humor, havendo estudos que apontam que pode ter efeitos ansiolíticos e antidepressores. No entanto, o consumo pode também contribuir para estados de depressão, que estão documentados, em especial no consumo crónico em grandes quantidades, dependendo das pessoas.

Desenvolvimento intelectual? Apesar de haver estudos nesse sentido, cada vez é menos credível que a Cannabis possa diminuir as capacidades intelectuais de modo crónico. Pelo contrário, foi já demonstrado que o THC pode fazer crescer as células neuronais (2). Porém, durante o crescimento o efeito da Cannabis pode ser tão mais adverso quanto mais nova a pessoa for. Após o consumo, a memória a curto prazo pode ficar afectada, mas não a longo prazo ou de modo crónico.

Motivação? A Cannabis pode reduzir a motivação para certas tarefas, tornando a motivação mais selectiva. Há quem considere que pode contribuir para o “síndrome amotivacional” em alguns consumidores. Porém esta teoria não é consensual e o próprio conceito considerado vago, apenas se podendo dizer que a Cannabis pode contribuir em casos em que exista predisposição para a desmotivação, algo até comum na adolescência, o que aumenta a contra-indicação a menores.

Actividade motora? Consumidores habituais desenvolvem tolerância permitindo um maior controlo motor, porém em experiências intensas ou nas primeiras experiências a resposta motora pode ficar alterada, o que faz o consumo contra-indicado antes de actividades como conduzir.

Aparelho respiratório? Fumar, em geral, tem sérios riscos para o aparelho respiratório. Está provado que fumar Cannabis pode causar bronquites e enfisemas, mas não cancro pulmonar, tendo estudos recentes mostrado que o THC pode inibir a formação de cancro do pulmão.

Outros riscos para a saúde? O fumo proveniente da combustão pode também ter impacto noutros órgãos, como a boca e o fígado e comida tem mais riscos digestivos. O efeito de taquicardia que a Cannabis tende a provocar pode comportar riscos para pessoas susceptíveis ao nível cardíaco.

Consumo de outras substâncias? A “escalada” é cada vez mais consensualmente
considerado um mito, em parte explicado pela junção de mercados de substâncias ilegais, na maioria dos países.
Mas convém não esquecer que os produtos adulterados podem conter outras substâncias com os seus próprios riscos.

By Sim à Legalização da “Mariajuana” em Portugal

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GNR apreende plantação de cannabis em terreno de septuagenária

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Sem categoria

 

O Posto de Valpaços do Destacamento Territorial da GNR de Chaves anunciou hoje a apreensão de uma plantação com cerca de 50 pés de cannabis na localidade de Possacos, no concelho de Valpaços.

Os elementos desta força policial descobriram a plantação de cannabis num terreno da aldeia no âmbito de uma investigação em processo-crime que têm levado a cabo relativamente a um furto.

O terreno onde se encontravam as plantas é propriedade de uma senhora de 75 anos que referiu que «a plantação era do seu filho que, na altura, lhe disse que eram plantas para chá», adiantou fonte da GNR.

As plantas foram apreendidas, a mãe e o filho notificados e identificados e o caso foi remetido para o Tribunal Judicial de Valpaços.

SOL/Lusa 13/10/2010

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Carrazeda de Ansiães // GNR apreende cannabis em Zedes

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Sem categoria

 

 

 

Terceira apreensão no distrito em menos de duas semanas

A GNR apreendeu, ontem, mais 850 pés de Cannabis Sativas, num terreno situado nos arredores da localidade de Zedes, em Carrazeda de Ansiães. Os militares desenvolveram esta operação no seguimento de investigações que vinham realizando no concelho. Foram apreendidos 850 pés de Cannabis Sativa com alturas entre os 20 e os 150 centimetros e um peso aproximado de dez quilos. A GNR apreendeu ainda 4,3 quilos de sementes da planta. Das averiguações foi ainda apurado que o terreno e a droga pertence a um homem de 44 anos, residente em Zedes. O suspeito foi constituído arguido mas não foi detido por não se encontrar no local, não se tendo verificado o flagrante delito. Recorde-se que, ainda na semana passada, a GNR de Carrazeda de Ansiães apreendeu 14 pés de Cannabis num terreno situado nas traseiras da Junta de Freguesia de Belver, em Carrazeda de Ansiães, na sequência de uma denúncia anónima. Foram apreendidas 14 plantas, com alturas entre um e 3,5 metros e com um peso de 14,820 quilos, e 105 gramas de folhas que se encontravam a secar. Também em Belver se apurou que a droga pertenceria a dois jovens residentes na localidade, com idades entre os 21 e 22 anos. Os suspeitos não foram detidos por não se encontrarem no local, não se tendo verificado o flagrante delito. Também esta semana, na segunda-feira, a GNR de Miranda do Douro efectuou apreensões de Cannabis Sativa em Bemposta, concelho de Mogadouro. Aí foram apreendidos 9 pés de Cannabis Sativa com um peso aproximado de 8,5 quilos. Os suspeitos são três irmãos, do sexo masculino, solteiros, com idades entre os 30 e os 50 anos, residentes em Bemposta, que, Segundo a GNR, são arguidos num processo de 2005 pela posse de Cannabis plantada nas Arribas do Douro.

 In Mensageiro de Bragança 29/07/2010

 

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Fumar cannabis pode aliviar dor

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Sem categoria

 

Investigadores adiantam que consumo da planta pode melhorar o sono e a ansiedade

Muito se tem debatido acerca dos efeitos da cannabis.

Um novo estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, sugere que fumar esta substância através de um cachimbo pode reduzir de forma significativa a dor nas pessoas com lesões nervosas.

A investigação mostrou ainda que a cannabis melhora o sono e a ansiedade. Perante os resultados, os autores defendem que devem ser realizados estudos maiores e com o uso da cannabis inalada.
Estima-se que um a dois por cento da população sofra de dor neuropática, um tipo de dor crónica causada por uma lesão nos nervos ou numa região do sistema nervoso central que transmite sinais de dor.
 Existem poucos tratamentos eficazes para este problema e alguns doentes têm vindo a afirmar que fumar cannabis os ajuda a aliviar a dor. Aos investigadores resta ainda saber se os canabinóides em forma de medicamente também produzirão o mesmo efeito.

In: Ciência Hoje 2010-08-31

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Guia para Fumar Cannabis pelo Mundo

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Sem categoria

 

 

Desde um pequeno americano a dar no bongo enquanto vê o “Harold e Kumar” até um marroquino a desfrutar do seu Hash enquanto bebe o chá da tarde, pessoas por TODO o mundo fumam cannabis.
Apesar da popularidade da erva e do hash, a maior parte dos governos, em todo o Mundo, consideraram-na perigosa para o indivíduo e para sociedade em geral.
Maioritariamente, as consequências são penas de prisão obrigatória e outras severas punições para a posse ou venda de qualquer tipo de erva e haxixe. Existem apenas 11 países no mundo onde a erva e haxixe foram descriminalizados.
Alguns lugares onde as leis são brandas quanto á cannabis:

América Latina

Na América Latina a cannabis é tolerada e/ou descriminalizada na maioria dos países, com excepção da Bolívia, Equador, Honduras e Guatemala. A maconha cresce bem na América Central e do Sul e tem um papel bastante importante na economia.
Os governos têm mais com que se preocupar do que com saber que alguém está a fumar um charro. Para os turistas, isto significa que fumar na América do Sul é possível, no entanto é preciso ter cuidado.
Apenas o Peru considera a cannabis uma droga legal, desde que não se esteja na posse de uma outra droga. Tenho a impressão de que ao longo de toda a América Latina, a tolerância não é abrangível aos turistas, especialmente se a polícia for subornada, seja como for, nunca deve viajar com maconha e correr o risco de ser investigado/a.
Eu recomendo cuidado em todo o México, Panamá, Guatemala e Costa Rica, mesmo. Embora a erva seja vendida aos turistas a toda a hora em quantidades de até 1/4 pounds (cerca de 113 gramas), no entanto esses vendedores estão muitas vezes feitos com a polícia.
Nesta região, até pequenas quantidades (geralmente cerca de 20 gramas), a maconha  pode ser tolerada, descriminalizada ou até mesmo legal, mas como sempre, manter o cuidado alerta.

Breve descrição de alguns países onde as leis são mais severas:

    * ARGENTINA: Descriminalizada para consumo pessoal em pequenas quantidades e para consumo em locais privados. O consumo público é geralmente aceite entre os jovens adultos e ignorado pela polícia nos subúrbios.
    * BOLIVIA: Posse ilegal. Nenhum movimento afim da descriminalização.
    * BRASIL: Posse ilegal.
    * CHILE: O uso pessoal de maconha em pequenas quantidades num lugar privado não é contra a lei. Mais do que uma pessoa a usá-la no mesmo local, é considerado como um grupo e por isso, é considerado ilegal.
    * COLÔMBIA: A posse de pequenas quantidades de qualquer droga é legal; ‘dose pessoal’ de maconha permitida é de 20 gramas.
    * EQUADOR: Posse ilegal. Nenhum movimento afim da descriminalização.
    * PARAGUAI: Posse ilegal. Nenhum movimento afim da descriminalização.
    * PERU: Posse de até 8 gramas de maconha é legal, desde que não se esteja na posse de outra droga. No entanto, tenho lido alguns relatos em primeira mão sobre a polícia ser bastante rigorosa. O cuidado é necessário.
    * URUGUAI: Não há penalização para uso pessoal; a lei não especifica a quantidade de valor “pessoal”.
    * VENEZUELA: Não há punição para posse de até 20 gramas.
    * BELIZE: Ilegal, mas o uso pela população local é minimamente tolerada.
    * GUATEMALA: Altamente ilegal. A posse pelos Guatemaltecos normalmente não é punida, para uso pessoal, mas os turistas normalmente são presos e condenados por vários dias.
    * HONDURAS: Ilegal, mas o uso pela população local é minimamente tolerada.
    * PANAMÁ: Ilegal.
    * COSTA RICA: ilegal, mas tolerada. Cuidado para não serem tramados.

Europa

A Europa é uma região onde a cannabis é geralmente tolerada, descriminalizada ou até mesmo legal.
Todos nós conhecemos o caso da Holanda. É legal comprar e fumar erva na Holanda, em quantidades até cinco gramas por pessoa/dia. As pessoas fumam regularmente em parques públicos e em qualquer outro lugar onde possam encontrar um banco e uma vista.
Na Holanda, percebe-se que os turistas (especialmente americanos) vão um pouco ao extremo e fumam a caminho do esquecimento. O único cuidado que eu levaria aqui é o de ter a certeza que não é enganado nas coffeshops ou roubado por oportunistas.

    * ALEMANHA E BÉLGICA: Descriminalizada. Isto significa que a posse de uma pequena quantidade não arranja problemas, mas fumar em público ou vender erva já é capaz de arranjar.
    * ESPANHA E FRANÇA: Fumar em casa ou possuir algumas gramas, no máximo dá para um investigação e apreensão.
    * ITÁLIA: A posse de mais de um grama poderia resultar numa busca e apreensão.
    * GRÉCIA: Ilegal. País realmente resistente á erva.
    * DINAMARCA: Ilegal.
    * MACEDÓNIA: Descriminalizada.
    * SÉRVIA: (looks away if it looks at all.)
    * ESLOVÉNIA: Não tem polícia (brincadeira , mas é um lugar descontraído).
    * BÓSNIA: Ilegal, mas tolerada.
    * CROÁCIA: Ilegal e não tolerada.
    * PAÍSES ESCANDINAVOS: As leis são muito rigorosas no que toca a erva, e não é aconselhável ser apanhado a fumar.

Norte de África

Outra região onde a maconha é ok, é o Norte de África. No Egipto, Tunísia e Marrocos, os habitantes fumam hash, uma boa alternativa ao álcool e que é aceite na sociedade. No entanto, esta norma social não é necessariamente aplicável aos turistas.
Noutras palavras, os moradores podem estar a fumar, mas se os policiais ainda considerarem o que você está a fazer como sendo ilegal, ainda pode ganhar dinheiro á sua custa. Eu recomendo fumar com os amigos somente nesta região.

    * EGIPTO: Ilegal, mas não com rigor, só não fumar em público. Além disso, não transportar grandes quantidades a menos que você goste de ver o interior de uma prisão egípcia.
    * MARROCOS: Ilegal. Não recomendado fumar em público ou transportar mais de algumas gramas, de maneira a que você possa rapidamente engolir ou atirar para algum sítio. Os turistas costumam divertir-se com as multas, mas tecnicamente pode ser preso por 4-10 anos. Ou ainda mais se houver suspeita de contrabando.

Dito tudo isto, estas são as nações em que a cannabis é legal para consumo e onde você deve ser capaz de fumar em paz:

    * BÉLGICA: Até 5 gramas.
    * REPÚBLICA CHECA: Uso pessoal.
    * ALEMANHA: Até 5 gramas.
    * ÍNDIA: Tudo bem.
    * Macedónia: Até 5 gramas.
    * HOLANDA: Cafés e parques, para uso pessoal.
    * PAQUISTÃO: Hmmm … Tudo bem, mas como turista iria ser esperto e iria fumar para casa de amigos meus Paquistaneses.
    * PERU: Uso pessoal, até 5 gramas.
    * RÚSSIA: Uso pessoal, até 5 gramas. Se você for apanhado, terá de pagar uma multa de baixo valor como posse de pequenas quantidades.
    * VENEZUELA: Uso pessoal, até 5 gramas.
    * AUSTRÁLIA: Até 50 gramas! (Alguns estados da Austrália descriminalizam a posse de marijuana. Se for encontrado na posse de cannabis com intenção de venda, as condenações adequadas serão aplicadas)

Eu uso “até cinco gramas” porque eu gosto de errar do lado do cuidado. Tenho fumado publicamente com os pescadores da Tailândia, com os comerciantes de chá no Egipto, com os agricultores no sudoeste da China e com todos os meus manos por toda a Europa e EUA. E continuarei a fazê-lo.
Pessoas á volta do Mundo compreendem a necessidade de relaxar e de fazer a ‘nossa coisa’ ao fim do dia. Alguns fazem isso com o álcool, alguns com chá, alguns com marijuana, e alguns com um livro.
(Stick) para as nações numeradas acima, e se precisar de dar um fumo noutro lugar, seja cuidadoso.

 

 

 In http://forum.cannabis.com.pt/index.php/topic,530.0.html 

 

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História da Culinária com Cannabis

Publicado por Elle-S-Di em Out 16, 2010, em Uncategorized

Se cresceste nos Estados Unidos, podes-te surpreender ao saber que o uso da cannabis tem uma história bem longa e ilustre. Muitos ‘activistas anticannabis’ dos Estados Unidos poderiam fazer crer que o consumo da mesma é um vício limitado a hippies, caloteiros ou miúdos liberais da faculdade de artes; o que não sabem é que algumas das mais antigas culturas do mundo têm uma longa história quanto ao fumar e cozinhar marijuana.

Cannabis na China Antiga
Muitos historiadores concordam que a primeira evidência cultural da Cannabis vem da China, há cerca de 6.500 anos atrás. Os Yang-Shao (a mais antiga cultura neolítica conhecida na China), colhiam sementes de cannabis para ser usado como grãos. As sementes eram moídas em farinha, assadas inteiras ou cozidas em papa. Os antigos túmulos da China tiveram mesmo vasos de sacrifício cheios de sementes de cânhamo para a vida futura.
Embora os antigos chineses não tenham incorporado directamente a cannabis em rituais espirituais, os efeitos das folhas da planta de resina e flores (ou botões) não passam despercebidos. A mais antiga farmacopeia do mundo conhecida, a ‘Pên-ts’ao Ching’, afirma que os topos floridos da marijuana, se tomadas em excesso ou durante um longo prazo “faz comunicar com os espíritos e ilumina o seu corpo.” O documento passa então a receitar marijuana para doenças como a “malária, constipação, dores reumáticas, distracção e distúrbios da mulher”.

Extracto Chinês de Óleo da semente da Cannabis e Óleo de Cannabis
Com as novas tecnologias desenvolvidas, os antigos chineses aprenderam a extrair o valioso óleo de cânhamo, usando uma técnica ainda utilizada no mundo ocidental no século XX. Estas sementes de cannabis pressionadas renderam quase 20 por cento de óleo por peso.
O óleo de cannabis tem uma série de utilizações, mas aqui estamos mais preocupados com suas aplicações na culinária. Após a extracção do óleo, o resíduo ou “bolo de cânhamo” ainda continha óleos nutritivos e proteínas, o que se tornou uma alimentação saudável para animais domesticados. Assim, os antigos chineses provavelmente foram os primeiros a descobrir, colher e cozinhar com a cannabis.

Cannabis na Índia Antiga
Cerca de 2.500 anos mais tarde, os Arianos errantes (uma tribo nómada Indo-Persa) trouxeram a  Cannabis para a Índia, onde foi rapidamente adoptado tanto para as suas aplicações práticas (fibras de cânhamo e nutrição, por exemplo) como pela sua assistência em rituais religiosos (com os seus efeitos psicoactivos). Os índios anciãos adoravam os espíritos das plantas e dos animais, e a marijuana começou a desempenhar um papel activo nos seus rituais, bem como a tornar-se um objecto de adoração em si.
A marijuana tornou se sagrada, e o seu espírito, o chamado “bhangas spirit” era adorado e apelidado como “a liberdade do sofrimento e como um alívio para a ansiedade.” Os antigos indianos viam a planta como um presente dos deuses, saudando-a como uma erva mágica que “baixa a febre, promove o sono, alivia a diarreia, estimula o apetite, prolonga a vida, acelera a mente e melhora o julgamento.”

Índios anciães criam uma infusão de manteiga ‘Ghee’ de Cannabis e o ‘Bhang’
Tal como os chineses, os indianos antigos usavam as sementes como grãos para cozinhar, mas ao contrário dos seus antecessores, os índios também procuraram aproveitar o efeito farmacológico único da cannabis, cozinhando as flores, folhas e caules em manteiga ‘Ghee’ para ser usado numa infinidade de receitas.
Ghee, um ingrediente comum na comida indiana moderna, é uma deliciosa manteiga clarificada que pode ser armazenada por longos períodos de tempo sem refrigeração, desde que seja armazenada num recipiente hermético. A infusão de Cannabis ‘Ghee’ pode ser substituída, sendo chamada de ‘Ghee’ regular, no entanto não será cozida a temperaturas superiores a 401 graus Fahrenheit, altura em que o THC começa a perder a sua potência.
Além de Cannabis Ghee, antigos índios também misturavam Marijuana com outras especiarias (incluindo sementes de papoila, pimenta, gengibre, sementes de cominho, cravo, carda momo, canela, noz-moscada, açúcar e leite) numa bebida chamada “Bhang”. Hoje em dia, “Bhang” é apreciado na Índia – mais que o álcool e o vinho que são mais usados no Ocidente.

Cannabis atravessa a Europa
Eventualmente a Cannabis passou pelo Médio Oriente para países como a Babilónia, Palestina e Egipto, onde o cânhamo era utilizado em tecidos e, como grãos. Chegando á Grécia, pode ter sido referenciado no grande épico de Homero, a “Odisséia”. Os gregos e os romanos nao fizeram noticia das propriedades tóxicas da planta, mas usaram o cânhamo em fibras para fazer roupas e tapetes.

Cozinhar com Cannabis nos EUA
Com o aumento do comércio e das viagens, as sementes de Cannabis foram levadas para todas as partes do mundo conhecido. Quando os primeiros colonos vieram para as Américas, trouxeram cannabis com eles. Tanto quanto a história da culinária com cannabis nos Estados Unidos existe, o registo de tal é irregular, mas certamente renasceu na década de 60/70 com a forte influência indígena sobre a geração “hippie”.
Hoje, cozinhar com marijuana voltou em voga, especialmente com a descriminalização da cannabis em diversos estados (EUA) e as sempre presentes prescrições de maconha medicinal. Cozinhar com cannabis é uma óptima maneira de experimentar tanto os efeitos nutricionais da planta como os fisiológicos.

Fonte : http://www.articlesbase.com/food-and-beverage-articles/history-of-cooking-with-cannabis-1623844.html

 
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